sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ovelhas desgarradas ou trouxas desamparadas?

Pois bem, quem se lembra que essa semana seria ó início de uma nova fase de me vita? É... não foi bem assim... Bom, vou dar uma resumida, senão, já sabem, né? Vira uma bíblia.

Segunda, metrô deu uns migués, acabei chegando ao Hospital SP (lar da Unifesp, que até então prometia ser meu segundo lar durante esse ano, ou primeiro) exatos 8:04! Primeiro dia é sempre uma lenga-lenga sem tamanho e enrolação de praxe... A fulana que mostrou o hospital pra gente (que, aliás, nos fez subir uns 13 andares de escada-dos 15 andares do hospital), tb não sabia qual seria nosso destino. Ao final da visita, pegou nossos e-mails e falou para só sairmos de casa e voltarmos lá após recebermos um e-mail da Telma. Ah! Só pra constar nos autos essa primeira pessoa do plural ao qual me referi são 7 moças fisioterapeutas sedentas pra começar a trabalhar/estudar, mas duas já foram colocadas num setor lá.
E vc acha que eu recebi algum e-mail? Of course que not, né?

Pois bem, terça de manha, 8:30 ligo pra confirmar se não tinham mandado o tal do e-mail mesmo... Fiz isso contradizendo minhas convicções, já que sou uma pessoa que segue regras, instruções e ordens (e acredita nelas), e só iria voltar lá após receber o tal do e-mail. Por via das dúvidas, liguei lá e, após ser bem mal atendida falaram que eu tinah que estar lá! Supostamente encontraria Telma(co-coordenadora do curso) que me diria o rumo a tomar. Só que teria que estar lá em 40 minutos!! Quase humanamente impossível.. talvez se eu fosse uma X-men...
Nem tomei banho (só dei uma verificada na floribela, pq higiene é fundamental, né gente?), coloquei a mesma roupa do dia anterior que foi a primeira no meu campo de visão, peguei o jaleco, esteto, alguma plata e saí correndo como se fosse caso de vida ou morte!
Cheguei lá em 50 e poucos minutos,e quem disse que achei a tal da Telma? ha-ha-ha... esse foi só o ínico do descaso... Lá estava a outra ovelha, Cibele (que, aliás, foi enviada para um setor que inexiste!). Esperamos a Telma o dia inteiro e nada... Quarta, voltamos lá com a mesma promessa de encontrar Telma.. tadinha da gente...
Mas como esperança é a ultima que morre (e tb pq ficamos sabendo que o professor do setor em que nos encontrávamos passaria por lá à tarde), continuamos lá, firmes, fortes e bem frustradas... Atendemos uma paciente lá. Mas o setor já tem 4 fisios (que estavam de olho na nossa mão-de-obra, e que iniciaram esse curso em agosto passado), pra 4 ou 5 pacientes, ou seja, setorzinho pra lá de parado...
O professor chega, um cara super animado, e já pergunta de cara quem a gente era. Liga imediatamente pra Telma e fala "Tenho duas ovelhas desgarradas por aqui, o que faço?" E Telma promete ir lá pra conversar.
Só uma passagem, pra vcs terem a noção da minha frustração: estava eu sentada no corredor, eis que sentam ao meu lado 3 rapazes futuros doutores (2 bem simpáticos e um japa-ou seja, 2 moços simpáticos), tentam puxar assunto comigo ao acharem uma chave perdida numa das cadeiras e o que eu faço? Pego a chave, resmungo algo e nada... Semi-morta!! Que horror! Nada eu... mas enfim...
Pulando várias partes: Telma apareceu e disse que não temos setor! Tem mais gente aprovada na especialização do que vagas! Olha que beleza, hein? Pontinho bem do negativo pra coordenação do curso! Deram de 1000 na tia Con! Nesse meio tempo o diretor do curso tb deu um perdido em nós... Duas trouxas...
Em suma, um passa a bola pro outro, e é a gente que tem que tentar resolver o problema!

Estamos totalmente desamparadas... isso me leva à história/definição do "desamparo" que ouvi de um professor de geometria lá do Band, em meu remoto 1° colegial, e que alguns já ouviram de minha pessoa, mas vale postar.
Para definir desamparo, um cientista fez uma experiência: colocou um cachorro numa caixa. Essa caixa, por sua vez, era continha uma divisória e sua base tinha um mecanismo que dava choque. Pois bem, colocado o cão num lado da caixa, o Telmo (nome que dei ao cientista) dava um tempo e ligava o choque. O cão eletrocutado, pulava para o outro lado da caixa e lá se via livre de tal desconforto. Telmo, então, dava mais um tempo e ligava o choque novamente. O cão, em sua sapíência canina, pulou para o outro lado, onde se via novamente livre do choque. E assim foi sucessivamente, até que uma hora, o cão parou de pular de um lado pro outro feito um jegue (já que ele era um cão!). O que ocorrera com nosso amigo canino? Ficara desamparado... pq qualquer que fosse sua atitude, qualquer lado que estivesse da caixa, o maldito choque estaria presente... Ele, encontrava-se, então, desamparado... Não importa o que fizesse, nada mudaria sua situação e ele desistiu de pular que nem trouxa...
Eu cansei de pular. Vou aguardar um e-mail até terça que vem... caso não venha (e vejo alta probabilidade nisso acontecer), vou me retirar (ou tentar, pq ainda não sei se é possivel, nem o que seria necessario para tanto) desse curso.

Isso mostra o despreparo, a má fé, falta de ética e profissionais que só visam o lucro (que, aliás, ficamos sabendo que essa é a fama do curso em questão). Uma falta de respeito para com os alunos e para com a instituição... Isso pq estamos falando de uma Unifesp, e não de uma UniOitoemeio (que deve ser mais organizado que isso, diga-se de passagem). Frustração... essa foi a palavra que definiu minha semana...

Quem sabe às vezes não era pra ser, e algo melhor/diferente/surpreendente está para acontecer... Recebi hoje um e-mail para inscrição da pós que queria fazer desde o ano passado. Quem sabe foi um sinal? Ou não...

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